MEMORIAL GAMENSE

"Preservando a historia do futebol gamense"

1ª excursão do Gama ao exterior.

No dia 5 de outubro de 2014, enquanto a população acordava para eleger seus novos representantes políticos, um grupo jovem de jogadores gamenses se preparavam para embarcar para a Holanda e participar dos primeiros jogos da Sociedade Esportiva do Gama fora do país.

 

elenco no embarque - Foto: Geraldo Magela de Oliveira

A turnê foi organizada pelo empresário Márcio Granada, o mesmo que trouxe a Seleção da Etiópia para jogar contra o Gama. Dentre os jovens, muitos desconhecidos da torcida, mas alguns com grande identidade com a cidade como o caso dos goleiros Pedro Oliveira e Pereira, como também Thomas Wesley, que apesar de ser morador do Gama, nunca tinha vestido a camisa alviverde, mas com passagens por times do interior de São Paulo, Minas Gerais e do exterior.

Outra grata surpresa foi a presença de Ronaldo Trevisan, um dos destaques do Campeonato Candango de 2014, que retornou à equipe gamense. Em conversa com os integrantes, a intenção era representar bem a equipe lá fora e, quem sabe, promover a venda de alguns jogadores, voltando a antiga tradição do time da cidade de revelar novos talentos para o futebol.

 

 Admiração nacional

Enquanto o elenco do Gama fazia o check-in, outros passageiros olhavam a movimentação e alguns mais curiosos perguntavam qual seria o paradeiro da equipe. Dentre eles o radialista baiano João Andrade, que havia transmitido a partida entre Fluminense 1 x 1 Bahia realizada no sábado anterior.

João Andrade externou sua vontade de ver o Gama voltar a ser destaque nacional e ressaltou que os gamenses foram um dos poucos clubes do Brasil que teve coragem de peitar a CBF e o Clube dos 13.

 

Em solo europeu

O embarque   começou logo pela manhã, de Brasília rumo ao Rio de Janeiro, para logo mais a tarde partirem com destino à Bruxelas-BEL. Na segunda-feira do dia seguinte, os  jogadores almoçaram no Hotel Tristar, quatro estrelas onde ficaram hospedados na cidade de La Louvière, e  ganharam folga na parte da tarde.  O jantar foi às as 20h (15h de   Brasília).

O técnico   Gilson Granzotto manteve a mesma base da equipe que atuou nos amistosos realizados em Brasília diante do  Formosa e UPIS. O primeiro treino foi voltado para marcação, uma  vez que,  os gramados na Europa são mais baixos fazendo com  a bola corra mais. Outro fator que a comissão técnica se preocupou foi  com a preparação física dos atletas, o   tempo de aclimatação dos  jogadores é mais demorado devido a baixa temperatura.

Os jogos

Mas no primeiro jogo o Gama se deu bem, venceu o Chalorier da 1ª Divisão da League Jupiler da Bélgica, por 5 a 1, no dia 8 de outubro.

O aproveitou o bom toque de bola para envolver os belgas logo  no começo da partida e soube fazer valer os espaços dados pelo adversário para concluir à meta marcando 4 gols logo

  No primeiro tempo com Tomaz (2) e Adriano (2). Na etapa complementar

o time da cidade de Charleroi diminuiu o placar, mas a equipe gamense cadenciou o jogo e deu números finais à partida com mais um gol, dessa vez com Ericles (1).

No dia 09/10/2014, a Sociedade Esportiva do Gama enfrentou o Maastricht, da segunda divisão Holandesa, na tarde desta quinta-feira (9) às 14h30 (09h30 horário de Brasília) no Estádio Geusselt, após menos de 24h do jogo diante do Charleroi. A delegação enfrentou 115km logo pela manhã até à cidade Maastricht, local do confronto.

 O jogo foi bastante pegado entre as duas equipes, porém o jogadores holandeses, acostumados com esse estilo de jogo e com três zagueiros, aproveitaram dois belos cruzamentos executados pelo Jordy Croux na cabeça de Ronald Hikspoors e Sven Braken do MVV para fazer os gols da partida em cada tempo, 23min do 1º tempo e aos 15º do 2º.

O Gama acertou uma bola na trave, teve um gol anulado e ainda contou com a falta de sorte na jogada do atacante Daniel, onde quase diminuiu o marcador para o Gama, mas a partida infelizmente terminou em 2 x 0 para o time holandês.

Na tarde do dia 14 de outubro enfrentou o SBV Excelsior-HOL no terceiro amistoso da excursão pela Europa. E deu tudo certo para a equipe alviverde que venceu o rubro-negro holandês pelo placar de 1x0 em pleno estádio Woudestein.

O Gama fez um jogo seguro, com compactação e entrosamento dentro de campo. O time holandês estava completo, mas mesmo assim foi envolvido pela boa técnica brasileira dos jogadores gamense. Após falta sofrida na entrada da área, o meia Bruno cobrou entre a barreira e balançou a rede aos 34min do primeiro tempo para o Gama. No segundo tempo houve várias substituições para os dois lados, mas o placar permaneceu o mesmo.

 

O atacante Bruno Paiva foi o autor do gol solitário que garantiu ao alviverde o segundo triunfo em terras europeias. O jogador marcou depois de cobrança perfeita de falta ainda no primeiro tempo.

No dia 16, o time enfrentou o NAC Breda em seu complexo esportivo e empatou por 1x1. O jogo mais uma vez foi ao típico estilo europeu, com bastante pegada e muito disputado para ambos os lados principalmente na primeira etapa.

Na segunda etapa o Gama voltou melhor, impondo seu ritmo de jogo, mas mesmo desperdiçando grandes oportunidades foi o verdão quem abriu o placar com o gol de falta de Hericles aos 34 minutos. A partir daí o Gama jogou com autoridade, mas infelizmente aos 48 minutos em um lance de sorte, o time holandês empatou a partida.

No dia 21 a equipe realizou seu último amistoso em sua excursão à Europa, a equipe enfrentou o UR La Louvière da Bélgica, e ganhou por 1x0. O jogo foi bastante movimento e o Gama começou a partida bem fechada com saída veloz nos contra-ataques e foi numa roubada de bola que o atacante Daniel fez o gol do jogo.

No segundo tempo o técnico Gilson Granzotto soltou o time indo pra cima da equipe belga que segurou o resultado até o final. O goleiro Pedro ainda pegou uma cobrança de pênalti e acabou evitando o empate.

    

O retorno

 Às 23h17 do deste dia 23, parte da delegação que participou dos 5 jogos no exterior (vencendo 3, empatando 1 e perdendo a outra) desembarcou no Aeroporto de Brasília. O clima dos jogadores que atuam na cidade foi dos melhores, pois todos eles relataram que a experiência foi marcante em suas carreiras, dentre eles os goleiros Pedro Alves e Pereira e atacantes Léo e Thomaz Wésley.

 Crise de identidade

 Um fato que gerou perplexidade entre os torcedores foi a equipe participar de 4 jogos e no quinto passar a se chamar de Seleção de Brasília, uma vez que a Federação Brasiliense não colaborou em nada em projetar o futebol local e não ter enviado pelo menos um representante com a delegação.

 

Segundo desembarque

 O segundo voo chegou às 23h47 e trouxe o presidente Tonhão e mais dois jogadores. Havia a expectativa que alguns torcedores fossem aguardar a chegada da delegação, porém, somente os familiares foram até o Aeroporto de Brasília.

 Cadê  a comissão técnica?

 Depois de ouvir os jogadores, a equipe do Blogama ficou aguardando alguém da comissão técnica para fazer uma avaliação da excursão, porém Vilson de Sá que veio no primeiro voo, declinou para o presidente Tonhão e este com receio da torcida, não saiu pelo portão principal.

O técnico Gilson Granzotto que comandou os 5 jogos desembarcou em São Paulo com outra parte dos jogadores que moram naquele estado. Assim, ficamos sem obter respostas às indagações que foram geradas nos últimos dias.     

Delegação

A delegação foi composta por: 

Goleiros: Pereira e  Pedro;

Zagueiros: Ronaldo Trevizan, Michel, Rafael, Garces e Gustavo Henrique;

Laterais: Adriano (LD), Renato Marcel (LE), Bruno Paiva (LE) e

  João Pedro (LD);

Volantes: Gabriel Galhardo, Judivan e Vinícius;

Meias: Héricles, Daniel, Willians Jr. e Diogo Silva

Atacantes: Léo Veloso, Nickson e Thomaz Wésley.

 

Comissão técnica

Treinador: Gilson Granzotto

Preparador físico: Cláudio Oliveira (Kal)

Fisioterapeuta: André Zaros

Vice-presidente relações internacionais: Márcio Granada

Diretor de futebol:Vilson de Sá

Supervisor de futebol: Clécius Marzola

Presidente: Antônio Alves do Nascimento Neto (Tonhão)

 

Título de campeão da Série "B" de 1998 vira tese de doutorado.

Nesta última quinta-feira (31/10/2013), às 15h20, na Universidade Católica de Brasília,  a aluna Cristiane Melo de Oliveira entrou em sala de aula para apresentar à banca de examinadores formada por professores e doutores a tese de doutorado "Gama, Campeão Brasileiro de Futebol de 1998: Festa, memória e identidade", o trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Luís Otávio Teles Assumpção, autor do livro sobre o Estádio Mineirão intitulado O temp(l)o das Geraes - a nova ordem do futebol brasileiro.

A apresentação da tese foi prestigiada pelo público acadêmico que lotou a sala para ver e conhecer um pouco sobre o futebol local, retratado aos olhos de uma pesquisa científica, onde o tema foi a construção de uma identidade entre o povo e seu clube de futebol.

                

                                  Alguns alunos chegaram cedo para prestigiar a apresentação do trabalho

 

A autora reuniu documentos, fotografias, relatos de dirigentes atuais e antigos, torcedores, jogadores da época do título e uma busca bem elaborada de livros que exploravam sobre o assunto para chegar à conclusão o que o senso comum já indicava: a cidade do Gama tem no futebol seu ponto de identidade e o Estádio Bezerrão serve como um divã coletivo, onde os torcedores vão torcer, gritar, chorar e expressar suas emoções.

Após 40 minutos de apresentação, o orientador Luís Otávio passou a palavra aos examinadores que fizeram algumas ponderações, mas que por fim resumiram:

"Instigante e estimulante. Nasci em Brasília e não conhecia sobre o Gama, este trabalho foi uma oportunidade para saber um pouco sobre os gamenses"
Profa. Dra. Ludmila Moreira Lima - antropóloga

"Magnífico!"
Prof. Dr. Gustavo - coordenador da Faculdades Processus

"Texto gostoso de se ler e temática relevante"
Profa. Dra. Tânia Mara

"Foi um dos poucos alunos do programa de doutorado que defendeu a tese com tanta empolgação."
Profa. Dra. Nanci Maria França

Após 10 minutos para análise protocolar, a banca chegou à conclusão de que a tese de Cristiane sobre a memória do título de 98 do Gama merecia a aprovação.


A autora

Cristiane veio para a cidade do Gama em 1965, onde seu pai trabalhou como delegado na 14ª DP. Foi aluna de ginástica e chegou a defender as cores do Gama nesta modalidade e depois no atletismo, onde tinha que dar várias voltas em torno do antigo Bezerrão.

Seu irmão foi jogador das categorias de base da Escolinha do Jaime dos Santos e vestiu a camisa alviverde, mas teve que desistir da carreira de jogador. Além disso, a agora Dra. Cristiane também chegou a namorar um ex-jogador do Gama.

Sua identificação com a cidade e com o time contagiou seu filho que é um torcedor fervoroso.

A nova Professora Doutora se prepara para assumir o cargo de coordenadora do curso de Educação Física na Faculdade IESB da Ceilândia.

                        

                                    Cristiane expõe ao público as conclusões de sua tese de doutorado

Pelo menos duas vezes ao ano recebemos convites para assistir apresentações de trabalhos acadêmicos com tema relativo ao futebol e, em especial, ao time do Gama, seja na área de Educação Física, História e Jornalismo.

Como tese de doutorado foi a 1ª vez, e ao ouvir relatos de dirigentes, jogadores e torcedores sobre a opção da escolha de torcer pelo Gama, não teve como evitar que lágrimas caíssem, pois somente quem é torcedor deste time, atualmente fora de série, sabe o quanto ele significa para nós gamenses.

                        

                           Festa, memória e identidade da torcida gamense foi o tema da pesquisa

 

Emoção também em ter sido o trabalho encerrado com uma homenagem ao Sr. Antônio Gonçalves, o Antônio Goiano, que foi um dos entrevistados de Cristiane e que faleceu no último dia 10 de agosto.

Trabalhos acadêmicos assim servirão como referência para futuros pesquisadores do futebol.

A Sociedade Esportiva do Gama é destaque no programa Tendências e Negócios  

Na edição nº 89 do programa Tendências e Negócios exibido na TV Brasília, aos sábados,  a história a fundação e do título máximo em 1998 foi contado pelo presidente Tonhão, pelo conselheiro Miguel Peres, pelo responsável das categorias de base, Corinto Silva, e pelos jogadores Nem e Léo Veloso. Confiram:   

 

                                Pela Memória do futebol Candango

Márcio é uma daquelas pessoas que tem a vida sossegada. Funcionário público, casado e apaixonado pelo futebol, aprendeu a torcer pelo Gama quando morava na cidade onde nasceu e tem família até hoje. Mas um dia, Márcio se encontrou com uma pessoa que teve um passado no Gama e, desde então, surgiu a vontade de resgatar a história do futebol candango, em especial a do Alviverde.


O encontro que marcou sua decisão de resgatar a história do futebol do Gama surgiu quando Márcio por indicação de amigos encontrou-se com Manoel Cajueiro, técnico do Gama do ano de 1978.


Cajueiro contou a Márcio sobre as dificuldades que encontrou naquela época. O Gama tinha data certa para fechar as portas e seria no final daquele ano. Sem dinheiro e cheio de dívidas, o Gama iria pedir licença para não disputar o campeonato candango de 1979. Disputaria então o último campeonato que era o Torneio Incentivo, uma espécie de torneio preparatório do campeonato brasiliense. Mesmo assim, o Gama foi à decisão do campeonato e Cajueiro falou ao meia atacante Miguel que a responsabilidade do futuro do Gama estava nos seus pés. Se o Gama fosse campeão, o clube não fecharia as portas.

Miguel marcou o gol do título e ofereceu a camisa para o comandante que a guardou desde esta época. No ano seguinte o Gama recebeu incentivos de empresários como Rotary Club, Antilhon Saraiva dono do Supermercado Britilar, Oldemar da Drogaria São Rafael, Avelino Rosseti da Madeireira Nova Iguaçu além de diversos comerciantes que ajudavam de outras formas e assim conseguiu o primeiro título de sua história: o de campeão brasiliense de 1979.


Cajueiro então cedeu o quadro com a foto oficial dos jogadores que venceram o torneio incentivo de 1978 e a camisa que o atacante Miguel lhe dera. Segundo ele, seus filhos não se interessam por futebol e achou que o material estaria melhor em suas mãos.


Camisa utilizada pelo atacante Miguel na conquista do Torneio Incentivo de 1978
Foto: Marcelo Gonçalo (Blogama.net)


Quando recebeu aquela camisa, Márcio sentiu que estava recebendo uma responsabilidade enorme. Assim como Manoel Cajueiro, vários atletas e dirigentes daquela época estavam morrendo, se mudando ou jogando no lixo os frutos do seu suor no passado. Não poderia simplesmente cruzar os braços e deixar a história destes bravos homens cair no esquecimento.


Poster do título de 1978 doado por Cajueiro. O atacante Miguel é o terceiro em pé ao lado do goleiro. Cajueiro é o último à direita em pé todo de branco.
Foto: Acervo do Memorial Gamense


Desde então Márcio vem colhendo material e guardando em sua residência tudo o que seja relacionado à história do Gama e do futebol de Brasília. Após dois anos de trabalho, Márcio conta com um grande acervo. São fotos, entrevistas, vídeos, revistas, matérias de jornais e camisas utilizadas pelo Gama e outros clubes do DF.


A intenção de Márcio é criar no futuro o Memorial Gamense, um museu virtual com o material que dispõe contando a história do Gama e dos clubes da época. Após a criação do DVD do título e das réplicas das camisas de 1979, Márcio agora está trabalhando na confecção das réplicas da primeira camisa utilizada pelo Gama em 1976. Seus planos futuros compreendem a criação de um DVD contando a história da fundação do Gama em 1975 e um livro que reunirá parte de seu acervo.


Para isto, Márcio pede que quem tiver fotos daquela época que entre em contato. Ele está em busca de fotos do antigo clube OPROMESO, hoje chamado de Flamboyant para colocar no novo DVD em que está trabalhando. Ele oferece um DVD do título de 1979 para quem o ajudar.


Quem quiser ajudar, encomendar o DVD ou as camisas, entre em contato com Márcio. O telefone dele é 9246-0431 e o email: marciosilvadealmeida@yahoo.com. As camisas podem ser personalizadas de acordo com o gosto do cliente.


Matéria publicada no site Blogama, no dia 10 de janeiro de 2010. Texto de Marcelo Gonçalo.

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                               A história dos escudos do Gama

Todo escudo diz pelo menos um pouco da história de uma agremiação esportiva, suas cores e formas revelam o ideal inspirador de sua formação e despertam nos torcedores uma admiração por aqueles que lutam defendendo o símbolo do seu time de coração.

Fundado em 15 de novembro de 1975, a Sociedade Esportiva do Gama participou da sua primeira competição (Torneio Imprensa de 1976) com uma camisa modelo academia do Palmeiras/SP sem escudo.

A partir de maio do mesmo ano estreou no Campeonato Brasiliense adotou como seu primeiro escudo o brasão do Distrito Federal com as letras S E G. Esse formato, utilizado normalmente como símbolo de Brasília, nada mais do que é o pilar do Palácio da Alvorada. O curioso é que os primeiros jogadores o chamavam de símbolo do DEFER  (o antigo Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação), pois esse órgão eventualmente contribuía com algum material para as equipes esportiva da Capital.

formato inspirador do primeiro escudo

 

primeiro escudo do time do Gama

 Em 1978, o Dr. Alberto Farah, arquiteto que trabalhava na Administração Regional do Gama e que já tinha em seu currículo a autoria dos projetos do antigo Estádio Bezerrão e da Feira Permanente da cidade, resolveu criar um novo escudo, algo que tivesse um tom mais original e que o distinguisse dos demais times do Distrito Federal. Inspirado pelo movimento da Copa do Mundo daquele ano realizada na Argentina, o Dr. Farah aproveitou as mãos que alçavam a bola do símbolo do evento excluindo, porém, os braços. A bola, ao centro, foi elaborada de uma forma que parecesse com uma colméia, assim como foram planejados os setores da cidade.

 

 

as mãos com a bola ao centro na

Logomarca da Copa da Argentina 1978

 

escudo criado por

Alberto Farah

 

mas o formato da bola é bem parecido com a

da logomarca da Copa de 1970.

 

Em 1999, com o retorno da equipe a Série A do Campeonato Nacional, em uma viagem onde a equipe iria realizar uma partida o então Presidente Wagner Marques foi abordado por um jornalista local que o perguntou porque não mudava as letras SEG pelo o próprio nome GAMA, uma vez que os profissionais da imprensa de outros estados tinham dificuldade para saber o significado daquelas três letras e às vezes trocavam o símbolo da equipe por uma outra, pois não sabiam qual era o escudo correto. A idéia foi aceita acrescentando a estrela que representa a conquista da Série B de 1998.

Aconselhado por numerólogos, em 2001, Wagner Marques acrescentou um M a mais ao nome do time ficando GAMMA, porém, com a repercussão da mudança por parte da torcida o dirigente resolveu deixar a grafia GAMA mesmo.

É assim, atrás desse escudo há toda uma história e que ele ainda brilhe bastante nos gramados do DF e do Brasil.

 

Veja na foto  acima os 3 símbolos estampados em camisas de épocas diferentes: 1976 (o primeiro uniforme), 1979 (primeiro título candango) e 2009 (atual).

Matéria publicada no site oficial da Sociedade Esportiva do Gama em maio de 2010, na coluna Jornal do Gamão Online. Autor Marcio Almeida

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                    O primeiro Candangão conquistado pelo Gama.

 

Ao contrário do que muitos pensam, o título de 1979 não foi o primeiro troféu levantado na história da Sociedade Esportiva do Gama, antes dele o Gama foi bi-campeão do Torneio Imprensa (um torneio que abria a temporada de futebol DF). O campeonato de 79 foi, sim, a primeira das grandes glórias que o clube alcançou, e como todos sabem foi marcante.

Para iniciar aquela jornada o então presidente Osvando Lima, juntamente com o vice-presidente Marcio Tannus, começou reforçando a própria diretoria trazendo de outros clubes da Capital dirigentes experientes, como é o caso o supervisor Almir Vieira e de Valdir Thiessen. O comando do time à beira campo foi entregue a Bugue e, pasmem, naquela época como não havia treinador de goleiros a função foi exercida pelo competente massagista Raspinha. O passe de Péricles, que já era ídolo no recente futebol profissional metropolitano, foi adquirido junto ao tricampeão Brasília E.C., seu principal adversário. Do time do Goiânia vieram Fantato e Robertinho, outros reforços vieram do interior de Minas Gerais como Jairo, Hélio, e posteriormente Zu.  O treinador Bugue também foi buscar o zagueiro Décio, que com 22 anos de idade já tinha encerrado sua carreira, e o lateral esquerdo Odair Galletti, tido como jogador superado para o futebol.

O primeiro turno foi sofrível, o time não correspondeu às expectativas do investimento feito, chegando a ficar na lanterna do campeonato e só não foi pior porque conseguiu vencer pela a primeira vez seu arqui-rival o Brasília por 2 x 1. A torcida não teve paciência e quando terminou aquela etapa, o técnico Bugue levou pedrada da massa enfurecida e o elenco levou horas para conseguir sair das dependências do Estádio Bezerrão, não restando à diretoria do clube senão dispensá-lo.

O novo técnico contratado foi nada menos do que Martim Francisco, um verdadeiro mito, campeão pelo Vasco da Gama e pelo Grêmio, mas que havia sido dispensado de alguns clubes por problemas de saúde e por alcoolismo. O primeiro jogo do segundo turno foi dirigido pelo técnico da equipe juvenil Jaime dos Santos obtendo a vitória de 1 a 0 sobre o Sobradinho, e lá das tribunas o novo comandante assistiu e decretou que só havia necessidade de mais uma contratação (Zu) e a promoção de um juvenil (Vicente).

E daí por diante o time emplacou, usando mais a psicologia e a linguagem de boleiro, o Prof. Martim consegui extrair daquele grupo todo seu potencial e o time foi campeão do segundo e terceiro turno, disputou com o Brasília a decisão em 2 jogos, já que o terceiro foi descartado com o empate de 0 x 0 na primeira e vitória de 2 x 1 no segundo confronto.

E assim, o Gama foi campeão em tudo: equipe campeã, Péricles artilheiro (10 gols), maior público e melhor renda.

Elenco:

Goleiros: Hélio, Jaidan, Lúcio.

Zagueiros: Carlão, Décio, Kidão, Odair, Kell, Manoel Silva, Newton.

Meio Campo: Vado, Santana, Manoel Ferreira, Péricles, Jairo, Cleiton, Zu e Júlio.

Atacantes: Roldão, Fantato, Robertinho, Niltinho, Tico, Vicente, Lino

Matéria publicada na Coluna Do fundo do Baú do Jornal Gamão da Sociedade Esportiva do Gama, 31 de maio de 2009, nº 1. página 07. Autor Marcio Almeida.

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              Ex-atleta do Gama é homenageado no Espírito Santo

Miguel Braga é professor de Beach Soccer em Vitória.
Foto: www.youtube.com

O historiador do futebol de Brasília Márcio Almeida está "de férias" e atualmente trabalhando no DVD que irá contar a origem da Sociedade Esportiva do Gama. Ele está em Vitória-ES e conseguiu encontrar o ex-atacante do Gama de 1978, Miguel Braga.

Miguel José Carneiro Braga foi o autor do gol de pênalti que deu o título do torneio incentivo de 1978 para o Gama naquele final de ano. Foi a primeira conquista do alviverde em sua curta história e que foi decisiva para que o clube não fechasse as portas. Esta história foi contada na matéria "Pela memória do futebol candango" (matéria acima). Miguel vestiu a camisa mais antiga do atual acervo do Memorial Gamense.



Assim como vários ex-jogadores, Miguel Braga não se desvinculou do futebol. Atualmente morando em Vitória-ES, ele é professor de Beach Soccer na escolinha Duda GSA localizada na Prainha, no Bairro de Santo Antônio da capital capixaba. Na cidade, Miguel é como se fosse um embaixador do Gama e ficou muito emocionado ao receber a réplica da camisa do Gama de 1979 e ser lembrado pelo clube.

Seu trabalho comunitário na escolinha foi reconhecido pela Câmara Municipal de Vitória que o condecorou no final do ano passado com a medalha Ayrton Senna. A medalha foi instituída em 1995 para distinguir personalidades que comprovadamente tenham se destacado na área de esportes. Esta medalha é conferida anualmente a duas personalidades escolhidas por uma Comissão Especial composta pela maioria absoluta dos membros da Câmara.

Abaixo um vídeo do ex-jogador Miguel dando aquele alô para a nação gamense:

 

Matéria publicada no site Blogama, no dia 06 de janeiro de 2011. Texto de Marcelo Gonçalo. vídeo Marcio Almeida.

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      Você teria coragem de penhorar sua própria casa pelo Gamão?                                                          Márcio Rodrigues teve

 

Poços de Caldas é uma cidade turística com um padrão de vida europeu. Há 85 milhões de anos atrás existia um vulcão responsável por formar suas rochas e fonte de água com poderes terapêuticos. É nesse paraíso turístico que hoje vive Márcio Rodrigues.

 

             

Márcio Rodrigues com a bandeira do time que quase lhe retirou a própria casa

(ao fundo a bela sede da A. A Caldense)

 

Para quem não teve oportunidade de conhecê-lo Márcio Rodrigues foi empresário pioneiro na cidade do Gama que desde os anos 70 já fabricava embalagens PET no Setor Industrial. Era também um líder entre a classe industrial e, quando Valmir Campelo convocou a classe empresarial para ajudar o time de futebol que acabara de ser criado em 1976, Márcio Rodrigues não pestanejou e mergulhou naquela epopeia esportiva.

 

Logo assumiu uma das diretorias da Sociedade Esportiva do Gama e muitas das contratações do Escrete 79 passaram pela chancela dele, coube também a esse abnegado buscar a empresa responsável pelo Gamão Milionário para promover a venda de títulos da antiga sede e proporcionar o pagamento dos salários dos jogadores.

 

Mas sua demonstração de amor ao Gama ficou patenteada quando o time marcou um amistoso contra o Atlético Mineiro, no dia 15/06/1980. Os dirigentes do Galo exigiram uma garantia de que os gamenses poderiam bancar com as despesas e Márcio Rodrigues ofereceu sua própria casa como garantia.

 

O jogo não poderia ser pior: Gama 0 x 5 Atlético Mineiro. Como os mineiros tinham perdido a decisão do Campeonato Brasileiro duas semanas antes, somente 3.276 torcedores foram prestigiar a partida e a arrecadação mal cobriu as despesas de hotel dos visitantes.

 

Começava um martírio pessoal na vida de Márcio Rodrigues, pois sua casa localizada próxima à Igreja São Sebastião, um dos únicos sobrados da cidade na época, iria ser vendida para honrar a dívida da Sociedade Esportiva do Gama.

 

A salvação veio no ano seguinte com a venda dos ídolos Fantato e Robertinho e com o resgate das notas promissórias junto ao time mineiro. Nesse mesmo ano Márcio Rodrigues mudou-se para Campinas onde ficou como intermediário do Gama com o Guarani/SP, tendo levado Péricles, Roldão, Júnior, Vicente, e outros jogadores para tentarem a sorte no interior de São Paulo.

 

Anos depois Márcio Rodrigues se mudou para Poços de Caldas onde tem sua empresa de venda de pneus e desfruta da qualidade de vida oferecida por aquela cidade com águas sulfurosas.

 

                           entrevista com Márcio Rodrigues direto de Poços de Caldas

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Ídolo do Gama do passado está com câncer e colegas pedem ajuda à diretoria do Gama

Jogo beneficente na cidade de Anápolis serviu para homenagear e arrecadar recursos para o tratamento de Luís Carlos Barriga

 

 

Logo após a conquista mitológica do "Escrete 79", o meia Péricles saiu da equipe e deixou um vazio. Luís Carlos Barriga foi recebido com certa desconfiança, mas logo caiu nas graças da torcida com sua ousadia em campo.

 

Talvez Luís Carlos tenha sido o primeiro "Bad Boy" da história do alviverde, craque em campo e polêmico fora, ele não deixava de ser destaque. Em um jogo em que seria afastado por chegar atrasado ao treino marcou um belíssimo gol contra o arquirrival Brasília, ganhando o título do gol mais bonito da rodada pela equipe do programa Fantástico.

 

Luís Carlos Barriga participou da primeira conquista da região Centro-Oeste

Nesse último sábado (22/09) no Estádio Jonas Duarte, a Seleção de Anápolis enfrentou a Seleção de Goiânia, jogo formado por jogadores de todas as épocas. Todos unidos com uma só finalidade, ajudar o amigo e carismático Luís Carlos Barriga, que está em tratamento contra câncer. Quando recebeu a notícia da doença, a diretoria do Anapolina logo se mobilizou e começou a vender os ingressos para o jogo.

 

"Não podíamos ficar de fora dessa luta", afirmou Tião, diretor da Xata. "Muitos torcedores compraram dois ou mais ingressos somente para ajudar o Barriga."

 

Ex-jogadores gamenses que participaram do jogo se emocionaram ao encontrarem o amigo e fizeram um apelo à diretoria do Gama para que faça um jogo de solidariedade na cidade em que revelou Luís Carlos Barriga para o resto do país com seu gol de bicicleta.

Em entrevista exclusiva, Luís Carlos conta como foi sua passagem pelo Gama e o apelo dos jogadores:

                          

 

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Jaime dos Santos - 50 anos acreditando na rapaziada. 

Apesar de revelar vários jogadores para o time, Jaime dos Santos sempre foi injustiçado na Sociedade Esportiva Esportiva do Gama

Jaime de Souza dos Santos nasceu em Ibotirama/BA aos 07/09/1949, começou no futebol como auxiliar técnico do juvenil do Flanável de Juazeiro/BA, depois foi técnico da escolinha e do juvenil, também, do Flanável, indo depois para o Milícia de Juazeiro e Olaria, onde foi campeão de um torneio. Passou pelo Veneza onde foi campeão do Torneio Início da Liga Municipal. Responsável pela categoria de base revelando vários jogadores.

Ele chegou em Brasília em 1962 e teve um breve passagem pelo Gaminha, mas se fixou mesmo foi em outra equipe amadora do Gama, o Mariano, sendo campeão na categoria juvenil em 1967 e vice-campeão candango em 1968, posteriormente o Mariano se transformou em Associação Atlética Planalto. Apesar de seu estilo brigão sempre foi  respeitado pelos seus aprendizes que o consideram um grande disciplinador.  

Jaime chegou a comandar o "Escrete 79" por um jogo.

 

Ele participou da  reunião, no CDS, que fundou a Sociedade Esportiva do Gama, porém, seu nome ficou de fora da ata pois "precisavam de pessoas de renome para assinar a certidão de nascimento do clube", Ocupou a função de técnico em diversas ocasiões, inclusive na campanha de 1979, também foi coordenador do Núcleo da Categoria de Base em 1981 e em 2000 do Núcleo do Gama.

 

 

Títulos: vice-campeão infanto-juvenil do DF (1976) e campeão nessa categoria no Gama pela OEG (Organização dos Esportes do Gama) e campeão pelo juvenil B, também da OEG. Em 1977 e 1978, foi vice-campeão pela FMF e em 1979 campeão pela categoria juvenil e participou de um jogo do time principal que foi campeão.

 

 

Em sua homenagem pelos 50 anos de atividade esportiva desse guerreiro, divulgamos o video abaixo:

Video em homenagem a Jaime dos Santos

 

 

 

 

 

 

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